Entre os dias 13 e 15 de outubro realizou-se em Salamanca a primeira edição da atividade “Encontro Caminho Seguro” resultado de um intercâmbio entre o CNE e o MSC (Movimiento Scout Católico – a associação congénere do CNE em Espanha) no âmbito do projeto Porticus. Contou com a participação de aproximadamente 110 dirigentes e animadores de ambas as associações, entre eles dois da região de Santarém, representada pelos dirigentes Carlos Solano e Lurdes Gameiro. O objetivo era aprofundar o conhecimento das realidades dos dois países, de promover a partilha de boas práticas, bom como estruturar/construir conteúdos específicos de aplicação prática, relacionados com a promoção do Escutismo como Movimento Seguro para todos. Foram apresentadas as realidades atuais das medidas já implementadas em Portugal e Espanha, bastante alinhadas, bem como foi dado o enquadramento legal de ambos os países, aqui já um pouco distintos. Os trabalhos, dinamizados por facilitadores de ambos os países, com experiência nas matérias tratadas, decorreram em 4 grupos, com elementos de ambas as associações e que versaram as seguintes temáticas: · ferramentas para trabalhar a proteção com as crianças e os jovens; · acompanhamento das vítimas; · procedimentos e estruturas de suporte e reparação; · prestação de cuidados ao cuidador. A partilha de experiências distintas, e de algumas contadas na primeira pessoa, foram muito importantes para a elaboração das conclusões apresentadas em plenário, com um denominador comum de um firme propósito por continuar a construir no escutismo, para todos os intervenientes - crianças, jovens e educadores - um ambiente mais seguro. Ainda houve tempo para convívio e partilha de outras experiências bem como para uma realização de uma missa intimista numa igreja do centro de Salamanca, bem como para uma visita às torres da monumental catedral. Foi dado o primeiro passo para um trabalho de partilha e construção conjunta entre os dois movimentos, que se pretende que tenha continuidade. Texto: Carlos Solano
Fotografia: Gonçalo Pinto
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Foi no passado domingo, dia 1 de outubro, que decorreu em Santarém, na sala dos Actos, o Conselho Regional da Região de Santarém do Corpo Nacional de Escutas, que contou com a presença de 124 conselheiros, entre caminheiros e dirigentes. No período antes da ordem do dia, foram apresentadas, pelos seus coordenadores, duas atividades de caminheiros para caminheiros, a saber: o VSP (Vive, Serve e Progride) que se encontra na sua 8ª edição e o ICTHUS, uma nova atividade, mais centrada na vivência da fé, fruto do último cenáculo regional (também esta uma atividade organizada por caminheiros para caminheira). Foram ainda apresentadas algumas das atividades internacionais que decorrerão nos próximos anos, a destacar: Roverway 2024, Explorer Belt 2024, MOOT 2025 e Jamboree 2027. Diana Cardoso, na qualidade de chefe regional do último triénio, fez questão de prestar um forte e sentido agradecimento a todos quantos colaboraram e participaram no X ACAREG da região de Santarém, pelo esforço e dedicação demonstrados. Foi também relembrado, que neste mesmo dia, entrou em vigor o novo regulamento do CNE e nova imagem visual do CNE. Após apresentado e clarificado o Plano e Orçamento para o ano escutista 2023/2024, cujo foco, nas palavras da Chefe Regional, “são os agrupamentos e a formação dos dirigentes”, este foi votado e aprovado. Nesse sentido, é de destacar a criação de duas novas equipas de trabalho na área da formação, uma centrada na Segurança no Escutismo, coordenada pelo Carlos Solano (Região de Santarém), e uma outra centrada em Técnicas de Campo, coordenada por João Francisco (44-Tomar). Ambos apresentaram os objetivos, metodologias e formações das suas equipas. Este conselho foi também fortemente marcado pela eleição da Mesa dos Conselhos Regionais, da Comissão Eleitoral Regional, e dos 3 Representantes da Região de Santarém ao Conselho Nacional de Representantes. Para a Mesa dos Conselhos Regionais foram apresentadas duas candidaturas, tendo sido eleita com 66 votos, a lista formada por Lurdes Gameiro (941-Asseiceira) como presidente, Paulo Afonso (1187-Alcobertas) como vice-presidente, e como secretários Sérgio Pita (1120-Cartaxo) e Elisabete Gameiro (44-Tomar) . A nova Comissão Eleitoral Regional eleita é composta pelo presidente João Bernardo (44-Tomar) e os vogais Maria Rita (65-Torres Novas) e João Faria (52-Santarém), lista única que apresentou 106 votos favoráveis. Das 4 candidaturas apresentadas para Representantes da Região de Santarém ao Conselho Nacional de Representantes foram eleitos, a dirigente Joana Alves (1120-Cartaxo) com 37 votos, a dirigente Marta Lopes (1073-Gançaria) com 33 votos e o caminheiro David Paulos (68- Salvaterra de Magos) com 28 votos. O Conselho Regional terminou com um caloroso e aplaudido momento de entrega de colares de contas, diplomas de formação e distinções aos associados, que pelo seu trabalho, empenho e exemplo se destacaram na região. Este Conselho Regional demonstrou o quão importante é cada um dar um pouco de si, colocando-se ao serviço seja diretamente nos agrupamentos, seja a receber ou a dar formação, seja a ocupar cargos regionais ou nacionais, pois como afirmou a Chefe Regional, Diana Cardoso, “este é um caminho que fazemos todos juntos e só assim é possível”! Texto: Ricardo Dias, Equipa Regional de Comunicação
"Uma missão na qual estamos comprometidos" Diana Cardoso, Chefe Regional No passado dia 30 de setembro de 2023, a Região de Santarém reuniu, na Sala dos Actos da Casa Episcopal de Santarém, para a posse dos Órgãos Regionais (Junta Regional e Conselho Fiscal e Jurisdicional Regional) para o triénio 2023-2026. A cerimónia, presidida pela Mesa do Conselho Regional, contou com a presença do Bispo de Santarém, D. José Traquina, o Chefe Nacional Adjunto, Paulo Pinto, o vários chefe regionais ou seus representantes, o Presidente da Câmara de Almeirim, Pedro Ribeiro, bem como dirigentes, caminheiros, convidados e amigos. Tomaram posse para Junta Regional de Santarém Diana Cardoso (Chefe Regional), Joana Bastos (Chefe Regional Adjunta), João Rafael (Secretário Regional do Método Escutista), David Francisco (Secretário Regional para o Desenvolvimento Pessoal Escutista), Ricardo Dias (Secretário Regional da Comunicação), Paulo Francisco (Secretário Regional da Gestão do Património), Susana Sequeira (Secretária Regional Financeira) e Jorge Félix (Secretário Regional Administrativo). Para o Conselho Fiscal e Jurisdicional Regional, tomaram posse Pedro Francisco (Presidente), Carlos Solano (Vice-presidente) e Catarina Cerqueira (Secretária). Com o foco no “Compromisso de servir para um mundo melhor!”, o tema do novo triénio da Região, a Chefe Regional, Diana Cardoso, promete servir, com empenho e determinação “esta casa”, numa “missão que não é pesada, mas que tem de ser cumprida”. Rendido a esta missão, o Chefe Nacional Adjunto, Paulo Pinto acrescentou: “ser adulto no CNE é ser peregrino da esperança, é ser cultivador da esperança em cada criança e em cada jovem.” Com estas emocionantes mensagens, foi oficialmente iniciado um novo triénio e um novo ano escutista que abarca o tema da Justiça, “a base sobre a qual uma sociedade deve ser construída”. A cerimónia solene, terminou com um pequeno convívio entre todos os presentes, num ambiente de alegria e partilha. Texto: Margarida Martins, Equipa Regional de Comunicação
Decorrida uma década sobre o último ACAREG, a Região de Santarém volta a juntar escuteiros de todas as idades para mais uma grande atividade de partilha, vivência e fortalecimento de espírito escutista. O décimo ACAREG de Santarém iniciou-se com o Rover, com os caminheiros divididos em 3 Rotas, que se realizaram em Salvaterra de Magos, Rio Maior e Torres Novas. A atividade continuou com todos os escuteiros, de 15 a 20 de agosto, tendo como base a Herdade dos Gagos, em Fazendas de Almeirim. Participaram neste acampamento mais de um milhar de escuteiros, de 26 agrupamentos dos 29 da Região e, ainda, um agrupamento da Região do Porto. Durante este tempo, os escuteiros viveram o imaginário da vida numa aldeia zulu e o tema que congregou todos os participantes numa mesma vivência foi “UBUNTU: Eu sou porque tu és”, o mesmo mote que serviu de base à vivência da Região de Santarém nos últimos três anos. Diana Cardoso, Chefe Regional de Santarém, garante: “Creio que se criou o ambiente propício para uma vivência rica em dinamismo, partilha e aprendizagens, foram muitos os desafios, mas sempre vividos com alegria e entusiasmo e com grande superação para todos”. Em campo, foi instalado um “Campo Aventura” que fez as delícias de miúdos e graúdos e por onde todos os escuteiros passaram. Os lobitos, acompanhados do Cotique, a foca branca, viveram aventuras onde puderam montar a cavalo, assim como cuidar deles. Tiveram muitas brincadeiras divertidas e jogos com água para se refrescarem. Os exploradores andaram em busca do leão, onde tiveram que contar com os seus conhecimentos de orientação, criatividade e espírito de patrulha. Houve também jogos de água e muita festa. Os pioneiros tentaram ajudar Goreti, pelo passado, presente e futuro. Precisaram de toda a sua inteligência e espírito de equipa, mas também houve tempo para diversão. Os caminheiros começaram este caminho há muito tempo com a caminhada individual, depois a caminhada em clã, caminhada em Rota e finalmente a caminhada em Região. Ao longo deste caminho muitas maravilhas foram vividas e contempladas, até à construção da Aldeia das Maravilhas, no campo do ACAREG. Foram momentos de serviço, conexão, partilhas e grande emoção. O décimo ACAREG da Região de Santarém terminou em festa. De um modo geral, a organização está satisfeita com a forma como o acampamento decorreu, havendo sempre espaço para aprendizagens e melhorias. Texto e Imagens: Junta Regional de Santarém
Subordinada ao tema “A descoberta do caminho marítimo para a Índia”, realizou-se entre os dias 31 de agosto e 3 de setembro a atividade escutista “Down River”: organização conjunta dos agrupamentos 44 de Tomar e 542 do Entroncamento, do Corpo Nacional de Escutas. A praia fluvial de Vila Nova, na freguesia da Serra de Tomar, foi o local escolhido para acolher a 19ª edição deste evento de “jangadismo” escutista, onde os participantes, oriundos de todo o país, colocaram à prova a suas habilidades manuais, a sua destreza física e a suas técnicas de navegação através da construção de jangadas e da navegação de troços da albufeira da barragem do Castelo do Bode. Foram construídas 19 jangadas, a menor com uma tripulação de 5 elementos e a maior, com 16 “marujos”. Estiveram presentes 234 escuteiros oriundos de 22 agrupamentos. Para além dos participantes dos agrupamentos organizadores, o evento acolheu escuteiros dos agrupamentos 65 de Torres Novas, 68 de Salvaterra de Magos, 941 de Asseiceira, 593 de Riachos, 52 de Santarém, 1111 de Várzea, 1120 do Cartaxo, 1073 da Gançaria, 403 de Rio Maior, 1135 de Sobreda, 365 de Corvite, 1177 de Famões, 1260 da Bela Vista, 1052 de Quarteira, 722 de Santiago do Cacém, 127 da Sé de Leiria, 1198 de Santo Agostinho, 1200 de Quelfes, 235 da Figueira da Foz e 869 de S. Martinho do Porto. Com a prestimosa colaboração da União de Freguesias de Serra e Junceira foi possível transformar a zona ribeirinha de Vila Nova no estaleiro naval do Restelo, local que em 1497 testemunhou a partida da armada de Vasco da Gama para a épica viagem de descoberta do caminho marítimo para a Índia em demanda das terras de Preste João e das especiarias. Os escuteiros que acederam ao convite da organização para participar nesta aventura vivenciaram quatro intensos dias que ficaram, indelevelmente, marcados pelas condições atmosféricas que alternaram entre o sol e calor, o vento e a chuva intensa, misturada com uma forte queda de granizo. O primeiro dia do evento foi dedicado à receção dos escuteiros, à preparação dos materiais que cada tripulação trouxe para a construção das suas jangadas e ao convívio entre as “tripulações”. Ao nascer do Sol do segundo dia, deu-se início à construção das jangadas. A azáfama no estaleiro foi enorme, com cada tripulação a dar o seu melhor. Assim que finalizadas as jangadas, afinaram-se as técnicas de remada e a disposição da palamenta. Nessa mesma noite houve lugar para a primeira das quatro provas competitivas deste evento: a Regata Noturna, em contrarrelógio. O vento forte e a chuva que caiu no terceiro dia do evento não foram suficientes para abalar os bravos marinheiros de El Rei D. Manuel I, que já estavam preparados para a longa e dura viagem que se realizou no sábado. A rota proposta consistiu num percurso de 12 km, simulando a viagem original de Vasco da Gama – que durou quase dois anos – com algumas paragens em determinados pontos nas margens, que foram identificados como Cabo Verde, Costa de Natal, Mombaça, Açores e Calecute. Em cada uma das paragens, as tripulações foram submetidas a provas de destreza ou artísticas, inspirando-se estas provas nas experiências que Vasco da Gama vivenciou à época em cada um dos locais referidos. O domingo e último dia da atividade amanheceu sem chuva, o que permitiu realizar, logo cedo, a última e mais espetacular das provas: a Regata Final, definindo assim as jangadas mais rápidas a navegar e tripulações mais exímias a manobrar. Antes da partida, houve tempo para um almoço retemperador, servido debaixo de chuva, que só deu folga no momento da entrega de lembranças e prémios às tripulações que se destacaram nas diversas provas. Assim, na Regata Noturna classificou-se em 1.º lugar a tripulação dos “Nautifrágios”(agr. 542), em 2º lugar os “Templários”(agr. 44) e em 3º lugar a jangada “Ninfas do Tejo” (agr. 1120). Na Grande Travessia, os “Templários” levaram a melhor, ficando em 2º lugar a “Nau Condestável”(agr.65) e na 3º posição ficaram os “Conquistadores” (agr.365). A Regata Final foi ganha pelos “Nautifrágios”, em 2º lugar ficaram os “Templários” e em 3º lugar a “Nau Condestável”. Quanto à prova de Melhor Jangada, o prémio maior foi para os “Templários”, seguindo-se os “Nautifrágios” e em 3º lugar os “Camionistas de Água Doce” (agr.542). A despedida fez-se numa curta cerimónia, em que os chefes dos agrupamentos anfitriões agradeceram a presença e a alegria com que todos encararam as adversidades desta aventura. Em todas as mensagens ficou patente a vontade de repetir a experiência e, nesse sentido, foi lançado o desafio para que em 2024, de 30 de agosto a 2 de setembro, a albufeira do Castelo do Bode possa acolher a 20ª edição do Down River. Pinguim Rezingão Texto e Imagem: Equipa Organizadora do Down River 2023
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